Ação em parceria dos órgãos de alcance nacional produtores de registros administrativos, pesquisas sociais e censos. Tem por objetivo o fortalecimento e aprimoramento das informações estatísticas oficiais.

IBGE – Trabalho e Rendimento: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

Processo:Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Sigla:PNAD
Instituição Responsável:IBGE/DPE/COREN - Coordenação de Trabalho e Rendimento
Tema:Trabalho e Rendimento
Tipo do Processo:Pesquisa
Situação do Processo: Ativo
Periodicidade:Anual
Início:1967
Ocorrência(s):1971 a 1973, 1976 a 1979, 1981 a 1990, 1992, 1993, 1995 a 1999, 2001 a 2009, 2011
Unidade(s) de Investigação:Domicílio; Pessoa.
Técnica de Investigação:Amostragem Probabilística

Histórico:

A PNAD foi implantada no País, gradativamente em 1967 para ser um sistema de pesquisas por amostra probabilística de domicílios, de abrangência nacional, para atender diversos propósitos relativos às áreas demográfica, de saúde, consumo alimentar e nutrição, condições de habitação e equipamentos domésticos, educação e cultura, trabalho e nível econômico do domicílio.

Ao final da década de 60 a PNAD já abrangia a área compreendida pelas atuais Regiões Nordeste, Sudeste e Sul e, ainda, o Distrito Federal.

Interrompida para a realização do Censo Demográfico de 1970, a PNAD começou a ser reimplantada em 1971.

Em 1973 já alcançava a abrangência que manteve até o final da década de 70 - a área compreendida pelas atuais Regiões Nordeste, Sudeste e Sul e a área urbana das atuais Regiões Norte e Centro-Oeste.

Em 1974 e 1975 a Pesquisa Básica da PNAD foi paralisada, para a realização da Pesquisa Especial denominada Estudo Nacional da Despesa Familiar, e retornou em 1976.

Em 1980 a PNAD foi interrompida para a realização do Censo Demográfico e foi reiniciada em 1981, já cobrindo todo o País, exceto a área rural das seguintes Unidades da Federação: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá que, em conjunto, abrigavam cerca de 3% da população do País.

Em decorrência do adiamento do Censo Demográfico para 1991, em caráter excepcional a PNAD foi realizada em 1990 e suspensa em 1991.

Em 1992 a PNAD recomeçou mantendo a mesma abrangência geográfica alcançada na década de 80 e permaneceu inalterada até o final da década de 90.

Em 1994, a PNAD não foi realizada em decorrência do atraso na apuração da pesquisa para os anos de 1992 e 1993.

Em 2000, a PNAD foi novamente interrompida para a realização do Censo Demográfico.

Em 2001, a PNAD recomeçou mantendo a mesma abrangência geográfica da década anterior.

A partir de 2004, a PNAD investiga, também, a área rural das Unidades da Federação de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Considerando a impossibilidade de investigar continuamente todos os temas contidos nestas áreas ou mesmo esgotar qualquer um deles, a PNAD foi estruturada para ter uma Pesquisa Básica, Pesquisas Suplementares e Pesquisas Especiais.

A Pesquisa Básica da PNAD destina-se a investigar, de forma contínua, os temas definidos como de maior importância para medir o nível e acompanhar a evolução socioeconômica da população do País.

As Pesquisas Suplementares destinam-se a aprofundar os temas permanentes e investigar outros assuntos de interesse que se interliguem com os da Pesquisa Básica.

As Pesquisas Especiais destinam-se a tratar de assuntos de maior complexidade, que exigem tratamento à parte da Pesquisa Básica, podendo até requerer um esquema de amostragem distinto.

Desde a implantação da PNAD os temas eleitos para serem pesquisados, de forma permanente, através da Pesquisa Básica, foram habitação e trabalho, associados a algumas características demográficas, educacionais e de rendimento. Eventualmente, outros assuntos foram agregados à Pesquisa Básica, mas sem adquirir o caráter de permanência. No período de 1981 a 1990 e de 1992, 1993. 1995 a 2009 as Pesquisas Suplementares da PNAD investigaram os seguintes temas:

1969 - Migração interna.
1970 - Migração interna.
1972 - Rendimento Familiar (pesquisa especial) e Fecundidade.
1973 - Migração, Fecundidade e Mão de obra.
1974/1975 - Estudo Nacional da Despesa Familiar - ENDEF (pesquisa especial sobre consumo alimentar e orçamento familiar).
1976 - Mobilidade Social e Cor das Pessoas (pesquisa especial realizada por meio de uma subamostra), Migração e Fecundidade.
1977 - Habitação (pesquisa suplementar restrita ao Distrito Federal e às Regiões Metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), Migração e Fecundidade
1978 - Fecundidade e Mortalidade.
1979 - Consumo de Energia.
1981 - Saúde.
1982 - Educação.
1983 - Mão de obra e previdência.
1984 - Fecundidade feminina.
1985 - Situação do menor (pesquisa suplementar restrita ao Distrito Federal e às nove Regiões Metropolitanas existentes à época: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre).
1986 - Anticoncepção (pesquisa especial realizada por meio de uma subamostra e restrita às mulheres de 15 a 54 anos de idade), Acesso a serviços de saúde, Suplementação alimentar e Associativismo.
1988 - Participação político-social e Estoque de aparelhos utilizadores de energia.
1989 - Trabalho.
1990 - Trabalho.
A Pesquisa Suplementar sobre Participação Político Social abrangeu os seguintes tópicos: Justiça e Vitimização; Educação; Meios de Transporte; Cadastro e Associativismo; Serviços Domiciliares; Mobilidade Social; Serviços de Saúde; Migração; Religião; e Meios de Comunicação.
Na década de 1990 e de 2001 a 2008, os temas e tópicos suplementares investigados, além de migração e fecundidade (que foram mantidos durante todo esse período para subsidiar os trabalhos do próprio IBGE), foram:
1992 - Ensino supletivo, Nupcialidade e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
1993 - Ensino supletivo, Nupcialidade e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
1995 - Ensino supletivo, Nupcialidade e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
1996 - Mobilidade Social.
1998 - Saúde e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
1999 - Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2001 - Trabalho infantil.
2002 - Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2003 - Saúde, Participação em programas voltados para educação e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2004 - Aspectos complementares de educação, Acesso a transferências de renda de programas sociais e Segurança alimentar, e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2005 - Acesso à Internet e Posse de telefone móvel celular para uso pessoal e trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2006 - Aspectos complementares de educação, Acesso a transferências de renda de programas sociais, Trabalho Infantil.
2007 - Aspectos complementares da educação de jovens e adultos e Educação profissional e Trabalho das crianças de 5 a 9 anos de idade.
2008 - Tabagismo (pesquisa especial), Saúde, Acesso à Internet e Posse de telefone móvel celular para uso pessoal.
2009 - Segurança alimentar; Vitimização e Justiça.
Objetivo:

O sistema de pesquisas domiciliares, implantado no Brasil com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, tem como finalidade a produção de informações básicas para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País.

A PNAD foi definida para atender múltiplos propósitos, abrangendo as áreas demográfica, de saúde, consumo alimentar e nutrição, condições de habitação e equipamentos domésticos, educação e cultura, e nível econômico do domicílio.

População Alvo:

População Residente nos domicílios particulares (permanentes e improvisados), e em unidades de habitação em domicílios coletivos, nas áreas urbana e rural.

Abrangência Geográfica:

Todo o território Nacional.

Metodologia:

A pesquisa é realizada por uma amostra probabilística de domicílios. As informações são prestadas por pessoa moradora ou não moradora, considerada apta a prestar informação para o conjunto de moradores e pelo domicílio. O entrevistador está orientado a não aceitar como informante uma pessoa menor de 14 anos de idade. O plano amostral utiliza amostragem de conglomerados, autoponderada, em três estágios (respectivamente municípios, setores censitários e domicílios) com estratificação geográfica das unidades de primeiro estágio definida para cada Unidade da Federação. Os municípios grandes em termos populacionais e aqueles pertencentes às regiões metropolitanas foram tratados cada um como um estrato eportanto incluídos na amostra com certeza, sendo denominados autorrepresentativos. Os demais municípios pertencentes à mesma microrregião geográfica foram agrupados em estratos com aproximadamente o mesmo tamanho, e denominados não autorrepresentativos. Nestes estratos os municípios foram selecionados sistematicamente com probabilidade proporcional ao tamanho (ppt).

Os setores constituem as unidades de seleção no segundo estágio e são selecionados também de forma sistemática e com ppt, sendo que nesse caso o tamanho é medido pelo número de domicílios. Os setores foram estratificados de acordo com a situação urbana e rural para os estados da região norte, exceto para Tocantins, para permitir comparar os indicadores das PNADs após 2004 com as realizadas antes da inserção da área rural dos estados do norte. Nas demais regiões esta estratificação é apenas implícita, ou seja, há uma ordenação pela situação do setor antes da seleção sistemática.

Os municípios e os setores selecionados são mantidos na amostra até que estejam disponíveis os novos dados do Censo Demográfico, quando então são selecionadas novas unidades para a amostra.

A cada ano, em cada setor selecionado para a amostra, é preparada (ou atualizada) no campo uma listagem de domicílios, produzindo um cadastro atualizado para a seleção. Uma característica importante dessa operação de listagem refere-se ao Cadastro de Novas Construções, que é preparado de forma a conter as edificações responsáveis por alterações grandes nos tamanhos dos setores. O levantamento das novas construções é feito nos municípios da amostra, tanto nos setores selecionados para a amostra como naqueles não selecionados. Uma área de novas construções é excluída da área do setor original e é tratada em separado no momento da seleção de domicílios que nesse caso, é feita de acordo com a fração amostral da área.

As unidades domiciliares, que constituem as unidades de seleção do terceiro estágio, são formadas pelos domicílios particulares e pelas unidades de habitação em domicílios coletivos ocupadas por ocasião da operação de listagem. O número inicial de domicílios por setor na amostra foi fixado em 16.

A fração de amostragem indica a proporção da população que constitui a amostra.

Atualmente as frações variam desde 1/50 (área rural de Roraima) até 1/800 (São Paulo).

Como a seleção de domicílios em cada setor selecionado para a amostra é feita sistematicamente, para garantir a autoponderação da amostra, o intervalo de seleção de domicílios permanece fixo de ano para ano. Esse procedimento acarreta um aumento anual no número de domicílios na amostra, pois depende do número de domicílios atualizado do setor pela operação de listagem. Na PNAD 2008, foram selecionados aproximadamente 151.000 domicílios. O tamanho final da amostra da PNAD 2009 foi de aproximadamente 851 municípios, 7818 setores e 153837 domicílios.

Na PNAD 2007, foi introduzido o uso do coletor eletrônico (Personal Digital Assistant - PDA) para a realização das operações de coleta, possibilitando aprimorar o sistema operacional da pesquisa. Também na PNAD 2007, foi utilizado o sistema Detección e Imputación Automática de errores para datoscualitativos - DIA, que é um aplicativo computacional, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estadística - INE da Espanha, que tem o objetivo de facilitar a depuração de censos e grandes pesquisas estatísticas. Nesse primeiro ano de utilização do aplicativo, foram executadas todas as etapas de crítica habitualmente aplicadas aos dados do questionário básico da PNAD e, em seguida, num processo de validação simultânea dos dados coletados e do novo procedimento, foram processadas a crítica e a imputação de dados categóricos a partir do DIA. Na PNAD 2008, utilizou-se somente o CanadianCensusEditandImputation System - CANCEIS, já incluindo os procedimentos de crítica habitualmente aplicados aos dados dos questionários.

Principais Variáveis:

As principais características investigadas:

A) Características da habitação

  • espécie do domicílio;

Para os domicílios particulares permanentes:

  • material das paredes e cobertura do prédio;
  • número de cômodos e de dormitórios;
  • condição de ocupação e valor do aluguel ou da prestação mensal;
  • forma de abastecimento de água e esgotamento sanitário;
  • destino do lixo;
  • combustível utilizado para cozinhar;
  • forma de iluminação;
  • existência de linha telefônica; e
  • existência de bens duráveis - filtro, fogão, geladeira, freezer, máquina de lavar roupa, rádio, microcomputador, DVD e televisão.

B) Características demográficas gerais:

  • sexo;
  • idade;
  • cor ou raça; e
  • condição no domicílio e na família;

C) Características de migração:

  • naturalidade em relação ao município e à Unidade da Federação;
  • Unidade da Federação de nascimento;
  • tempo de residência no município e na Unidade da Federação dos migrantes, inclusive os de retorno; e
  • Unidade da Federação de residência anterior e há cinco anos da data de referência da pesquisa.

D) Características de fecundidade feminina:

  • número de filhos nascidos vivos, por sexo;
  • número de filhos nascidos mortos, por sexo;
  • número de filhos que estavam vivos, por sexo; e
  • data de nascimento e sexo do último filho nascido vivo.

E) Características de educação:

  • alfabetização;
  • escolarização;
  • série e grau frequentados pelos estudantes; e
  • última série concluída, grau correspondente e conclusão do curso para pessoas que não são estudantes.

F) Características de trabalho e rendimento:

  • condição de atividade e de ocupação na semana de referência e no período de referência de 365 dias;
  • ocupação, atividade, posição na ocupação, categoria do emprego nos trabalhos principal e secundário da semana de referência, no trabalho principal do período de 365 dias ou no último trabalho do período de referência de cinco anos;
  • rendimento e horas trabalhadas nos trabalhos principal e secundário e em outros trabalhos da semana de referência;
  • contribuição para instituto de previdência nos trabalhos principal e secundário e em outros trabalhos da semana de referência e no trabalho principal dos 365 dias;
  • tempo de permanência no trabalho principal da semana de referência e no trabalho principal do período de referência de 365 dias;
  • setor do emprego e área do emprego público nos trabalhos principal e secundário da semana de referência e no trabalho principal dos 365 dias;
  • tempo gasto do domicílio para o trabalho, local de estabelecimento do empreendimento e número de pessoas ocupadas no empreendimento do trabalho principal da semana de referência;
  • relação com o empreendimento dos conta própria e empregadores em atividade agrícola no trabalho principal da semana de referência e no trabalho principal do período de referência de 365 dias;
  • forma de remuneração, recebimento de auxílios (alimentação, transporte, educação e saúde) e jornada diurna ou noturno do emprego no trabalho principal da semana de referência;
  • associação a sindicato, contribuição para previdência privada e idade com que começou a trabalhar das pessoas ocupadas no período de referência de 365 dias;
  • recebimento do seguro-desemprego das pessoas sem trabalho na semana de referência que saíram do último emprego no período de referência de 365 dias;
  • condição de aposentado, pensionista e cuidar dos afazeres domésticos, independentemente da condição de atividade; e
  • rendimentos não oriundos de trabalho, independentemente da condição de atividade.
  • Documentação Operacional:

    Na pesquisa são utilizados os seguintes instrumentos auxiliares nas etapas de Cadastramento de Novas Construções, de Listagem, de Entrevista e de Crítica:

    • Manual de Novas Construções;
    • Manual de Listagem;
    • Manual de Entrevista;
    • Manual de Supervisão;
    • Manual da Coordenação;
    • Manual da Crítica;
    • Manual do Usuário;
    • Caderneta da Área de Listagem - PNAD 2.01;
    • Folha de Registro da Listagem - PNAD 2.02;
    • Folha de Registro das Unidades em Domicílio Coletivo - PNAD 2.03;
    • Registro de Contagem das Unidades Domiciliares - PNAD 2.00;
    • Folha de Resumo da Listagem - PNAD 2.09;
    • Cadastro de Projetos de Novas Construções - PNAD 2.10;
    • Folha de Cálculo para Seleção das Unidades da Amostra - PNAD 2.08;
    • Relação das Unidades da Amostra Selecionadas nas Áreas de Novas Construções - PNAD 2.20;
    • Relação de Códigos de Ocupação, Atividade e Migração;
    • Relação de Códigos de Ocupação, Atividade (Versão Simplificada);
    • Relação dos Controles Empastados;
    • Plano de Crítica;
    • Questionário com Variáveis.
    Época da Coleta:

    A operação de entrevista normalmente é realizada entre 1 de outubro e 15 de dezembro.

    Tempo Previsto entre o Início da Coleta e a Liberação dos Dados:

    Aproximadamente 1 ano.

    Nível de Divulgação:

    Os resultados da PNAD são divulgados para o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e nove Regiões Metropolitanas (Belém, Recife, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre).

    Formas de Disseminação:

    Publicação impressa com CD-ROM; CD-ROM com microdados, no portal do IBGE na internet: publicação completa, microdados, SIDRA - Sistema de Recuperação Automática de Dados, BME - Banco Multidimensional de Estatísticas, e Banco de Metadados Estatísticos.

    Lacunas Identificadas pela Instituição Produtora

    Lacunas geográficas: Ampliar precisão de indicadores relacionados a diversos temas abordados ao nível de Unidade da Federação.

    Lacunas temáticas: Atualização conceitual no tema trabalho.

    Lacunas temporais: No que se refere a trabalho, a publicação anual de resultados não é suficiente.

    A PNAD Contínua vai suprir essas lacunas.


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