Ação em parceria dos órgãos de alcance nacional produtores de registros administrativos, pesquisas sociais e censos. Tem por objetivo o fortalecimento e aprimoramento das informações estatísticas oficiais.


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Operação Estatística: Censo Demográfico
Sigla: CD2010
Instituições Responsáveis: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Gerência Técnica do Censo Demográfico - Investigador Primário;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Gerência Técnica do Censo Demográfico - Produtor de Metadados;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Gerência Técnica do Censo Demográfico - Responsável pela Coleta de Dados
Categoria da Divulgação: Estrutural
Tipo da Operação Estatística: Censo demográfico
Situação da Operação Estatística: Corrente
Periodicidade da Coleta: Decenal
Início da Operação Estatística: 1872
Inicio da Coleta: 01/08/2010
Fim da Coleta: 31/10/2010
Ocorrência(s): 2010
Unidade(s) de Investigação: Pessoa;Domicílio
Unidade(s) de Análise: Pessoa;Domicílio;Família;Unidade doméstica
Técnica de Coleta: CAPI - Entrevista pessoal assistida por computador;CASI - Questionário eletrônico autopreenchido
Tipo dos Dados: Dados de Censo;Dados de pesquisa por amostragem probabilística;Dados agregados
Unidade Informante: Pessoa
Autoridade de Acesso: Coordenação Técnica do Censo Demográfico
Consições de Acesso: Uso público
Supervisão: A supervisão e o acompanhamento da coleta consistiram, basicamente, da interação contínua e conjugada de três sistemas informatizados:
• O Sistema de Supervisão;
• O Sistema de Informações Gerenciais do Posto de Coleta - SIGPC; e
• O Sistema de Indicadores Gerenciais da Coleta - SIGC.
O Sistema de Supervisão abrangia um conjunto de relatórios e indicadores em um aplicativo instalado no computador de mão (PDA) do Supervisor, que era alimentado quando conectado ao SIGPC. O objetivo desse sistema era o controle e o acompanhamento sistematizado do trabalho dos Recenseadores associados a cada Supervisor.
O Sistema de Informações Gerenciais do Posto de Coleta - SIGPC era instalado no laptop de cada posto de coleta, que servia como repositório de dados, e viabilizava, dentre outras funções, o controle da coleta nos diversos setores censitários.
Com base nos dados transmitidos e atualizados, a consolidação era realizada periodicamente, gerando os resumos e totalizações. O Sistema de Indicadores Gerenciais da Coleta - SIGC permitia a todos os níveis da estrutura censitária o acesso rápido e online a relatórios que possibilitavam fazer o acompanhamento da coleta em nível nacional.

Temas e Subtemas:

Família (População), Grupos populacionais específicos (População), Trabalho, Trabalho remunerado (Trabalho), Outras formas de trabalho (Trabalho), Rendimento, despesa e consumo, Estatísticas multidomínio, Gênero (Estatísticas multidomínio), População, Condições de vida, pobreza e desigualdade (Estatísticas multidomínio), Educação, Nupcialidade (População), Características gerais da população (População), Habitação, Cultura, recreação e esporte (Estatísticas multidomínio), Sociedade da Informação (Estatísticas multidomínio), Saúde, Componentes da dinâmica demográfica e estatísticas vitais (População), Proteção social

Palavra(s)-chave:

Características gerais da população, Emigração internacional, Cor ou Raça, Etnia e Língua Indígena, religião, pessoas com deficiência, Educação, deslocamento, Trabalho, rendimento, Famílias, domicílios, Nupcialidade, fecundidade, migração, Mortalidade


Histórico:

Os Censos Demográficos são a principal fonte de informação sobre a situação de vida da população em cada um dos municípios e localidades do País. As demais pesquisas domiciliares são, por exemplo, levantamentos por amostragem, que não são representativas para todos esses níveis geográficos.

Não só o governo federal e a sociedade civil se beneficiam de informações do censo; a descentralização político-administrativa reinstaurada com a Constituição de 1988 aumentou enormemente a demanda por informações mais desagregadas. Prefeitos, governadores, órgãos municipais e estaduais de planejamento, investidos de maior autonomia e de novas responsabilidades, dependem hoje, como nunca, dos Censos Demográficos para realizarem suas escolhas com base em informações atualizadas sobre a população.

O primeiro recenseamento da população brasileira foi realizado em 1872, ainda durante o Império, mas foi a partir do Censo 1890, já sob a República, que os censos se tornaram decenais, o que garantiria a operação censitária de 1900, marcada pelo cancelamento dos resultados, na parte referente à cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e a necessidade de se realizar uma nova pesquisa na capital entre 1906 e 1907. Desde então, o Brasil mantém um excelente retrospecto de censos regulares e inovadores; exceto pela não realização dos Censos de 1910 e 1930 em virtude de perturbações de ordem política que marcaram o período.

Em relação ao Censo Demográfico de 1920, destaca-se não somente a sua realização em meio a um período político que resultaria nos supracitados cancelamentos dos Censos 1910 e 1930, como também seu projeto ousado, uma vez que contemplava não somente aspectos demográficos, como também a situação econômica das várias localidades incluindo-se para tanto o levantamento da produção agrícola e industrial. Sobre o recenseamento de 1920 destaca-se ainda uma relevante cooperação técnica internacional com o U.S Census Bureau no âmbito da tecnologia de apuração dos resultados.

Em 1940, transcorridos 20 anos da data da realização da última operação censitária, e após a radical transformação da estrutura dos serviços de estatística, realizou-se, a 1º de setembro de 1940, o V Recenseamento Geral do Brasil, o primeiro após a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no ano de 1938. Dez anos depois, o recenseamento de 1950 inauguraria a implementação do setor censitário, correspondendo o setor à menor unidade de trabalho.

A partir de 1960 os recenseamentos passaram a adotar a técnica de amostragem na coleta das informações e os resultados divulgados foram classificados em 2 grupos: Resultados do Universo, que abrange os dados comuns aos dois tipos de questionários, e Resultados da Amostra. Passados dez anos, o Brasil realizou, em 1970, o seu VIII Recenseamento Geral nos mesmos moldes do Censo de 1960, mantendo não somente os instrumentos de coleta como o esquema de amostragem adotado no censo anterior.

Já em 1980, o IBGE realizou o IX Recenseamento Geral que contou com importantes avanços tecnológicos que permitiram apresentar inovações na sua realização e na divulgação dos resultados. Dentre as inovações do Censo 1980 cabe destacar a utilização do sistema informatizado de acompanhamento de coleta, tornando mais eficiente todo o processo de supervisão e análise dos dados o que permitiu a divulgação dos primeiros resultados no mesmo ano de realização da pesquisa.

Para a operação do Censo 1990, o IBGE precisava contratar mais de 180 mil pessoas em caráter temporário. Quando a contratação desse contingente foi autorizada, em julho de 1990, não havia mais tempo hábil para se realizar o processo seletivo público dos recursos humanos destinados ao censo, cuja coleta de dados estava programada para se iniciar no mês de setembro. Por tal motivo, o IBGE decidiu realizar o Censo Demográfico de 1990 em 1991.

A partir do Censo de 1991, utilizaram-se pela primeira vez disquetes e sistemas informatizados de consulta aos microdados e dados agregados como forma de disseminação das informações censitárias.

O Censo 2000 representou um salto qualitativo em vários aspectos, dentre eles, destacam-se: a conversão, para meio digital, da base cartográfica dos 480 municípios com mais de 50 mil habitantes, compreendendo cerca de 61% da população brasileira; a informatização completa da rede nacional de agências do IBGE, levando a interligação por computador até a ponta de suas mais de 500 agências locais; a inauguração de um site na Internet para informar sobre o andamento da operação do censo, na captura das informações por leitura de caracteres e marcas (scanner), na automatização completa dos processos de crítica dos dados coletados e na formação de um Banco de Dados Multidimensional, para apoiar os processos de análise e tabulação de informações.

O XII Censo Demográfico realizado no Brasil, o Censo 2010, trouxe consigo importantes transformações nos métodos de trabalho, permitindo ao IBGE oferecer aos seus usuários retratos cada vez mais interativos e espacializados.
Relevantes avanços, principalmente tecnológicos, alguns já iniciados nos Censos 2007, que englobavam a Contagem da População 2007 e o Censo Agropecuário 2006, ocorreram antes e durante a sua execução, como, por exemplo:
• A construção de uma base territorial que saiu do modo analógico-digital para o digital, integrando mapas urbano e rural entre si e com o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - CNEFE;
• A incorporação do CNEFE, abrangendo todos os municípios brasileiros e trazendo mais segurança à coleta de dados, além de permitir diversas outras aplicações em outros projetos, como, por exemplo, na seleção de amostras e na utilização do correio ou da Internet para responder a determinadas pesquisas;
• A utilização de computadores de mão, os PDAs, que trouxe ganho de qualidade ao reduzir as possibilidades de erros na realização das entrevistas, pré-crítica automática e transmissão dos dados aos computadores locais;
• A utilização de GPS nos PDAs, que permite referenciar elementos físicos, inclusive para posterior utilização em projetos de políticas públicas, a exemplo do que foi realizado com escolas e estabelecimentos de saúde da área rural por ocasião dos Censos 2007; e
• O preenchimento de questionário pela Internet. Nesse caso, o morador que optava por essa modalidade recebia um envelope contendo e-tickets (códigos de acesso alfanuméricos) que lhe davam acesso ao questionário num site com segurança atestada por autoridade certificadora, garantindo a criptografia e o sigilo das informações prestadas.
Para testar todos os novos procedimentos resultantes das incorporações tecnológicas, foram realizados dois censos experimentais, avaliações e análises dos censos anteriores, testes cognitivos e provas-piloto para temas específicos, como: Pessoas Portadoras de Deficiência; Migrações Interna e Internacional; Populações Indígenas; Alfabetização; Saneamento, entre outros.

Esta grandiosa operação teve início em 2007 com o planejamento. A mobilização envolveu 5565 municípios, 316 574 setores censitários, 67,6 milhões de domicílios; cerca de 230 mil pessoas contratadas (coleta, supervisão e apoio, administrativo); centenas de computadores em rede nacional, rede de comunicação em banda larga, 220 mil computadores de mão equipados com receptores GPS, e cerca de 7 mil postos de coleta informatizados.

Objetivo:

O Censo Demográfico tem por objetivo contar os habitantes do território nacional, identificar suas características e revelar como vivem os brasileiros, produzindo informações imprescindíveis para a definição de políticas públicas e a tomada de decisões de investimentos da iniciativa privada ou de qualquer nível de governo. Também constitui a única fonte de referência sobre a situação de vida da população nos municípios e em seus recortes internos, como distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanas, cujas realidades dependem de seus resultados para serem conhecidas e terem seus dados atualizados.

População Alvo:

O censo brasileiro adota o conceito de população residente ou "de direito", ou seja, a população é enumerada no seu local de residência habitual. Outros países fazem o levantamento da população "de fato", ou seja, no local em que se encontrava na data de referência do censo. Dadas as características continentais do Brasil e a forma de utilização da informação censitária, a escolha vem recaindo em todos os últimos censos sobre o uso da primeira alternativa.

Abrangência Geográfica:

Nacional

Metodologia:

A coleta das informações foi conduzida, em geral, através de entrevista presencial (entrevista direta – face a face – com os moradores do domicílio) e ocorreu de acordo com as orientações do IBGE, transmitidas durante as várias etapas do treinamento. Este procedimento foi realizado mediante o contato entre o Recenseador e o morador, e a partir de uma relação de parceria estabelecida entre eles.
Além desta modalidade tradicional, para o Censo Demográfico 2010 abriu-se a possibilidade, pela primeira vez na história dos Censos no país, de coleta por meio da Internet. O Recenseador poderia oferecer essa alternativa quando houvesse restrições de acesso a áreas específicas, por exemplo, no caso de condomínios fechados; ou quando fosse encontrada qualquer outra dificuldade para fazer a coleta na modalidade entrevista presencial.

Principais Variáveis:

Variáveis Geográficas
• Unidade da Federação
• Município
• Região Geográfica
• Mesorregião
• Microrregião
• Região Metropolitana
• Situação do domicílio

Variáveis do Registro de Domicílios
• Espécie
• Tipo de espécie
• Domicílio, condição de ocupação
• Valor do aluguel (em reais)
• Aluguel em número de salários mínimos
• Material predominante, paredes externas
• Cômodos, número
• Cômodos como dormitório, número
• Banheiro de uso exclusivo, número
• Sanitário ou buraco para dejeções, existência
• Esgotamento sanitário, tipo
• Abastecimento de água,
• Abastecimento de água, canalização
• Lixo, destino
• Energia elétrica, existência
• Existência de medidor ou relógio, energia elétrica, companhia distribuidora
• Rádio, existência
• Televisão, existência
• Máquina de lavar roupa, existência
• Geladeira, existência
• Telefone celular, existência
• Telefone fixo, existência
• Microcomputador, existência
• Microcomputador com acesso à internet, existência
• Motocicleta para uso particular,
• Automóvel para uso particular, existência
• Morador, número
• Densidade morador/cômodo
• Densidade morador/dormitório
• Emigração internacional
• Quantas pessoas moravam neste domicílio em 31 de julho de 2010
• De agosto de 2009 a julho de 2010, faleceu alguma pessoa que morava com você(s) (Inclusive crianças recém-nascidas e idosos
• A responsabilidade pelo domicílio é de:
• Rendimento domiciliar, salários mínimos, em julho de 2010
• Rendimento mensal domiciliar em julho de 2010
• Rendimento domiciliar, salários mínimos, em julho de 2010
• Rendimento domiciliar per capita, em julho de 2010 (em reais).
• Peso
• Área de ponderação

Variáveis do registro de Emigração Internacional

• Unidade da Federação
• Município
• Região Geográfica
• Mesorregião
• Microrregião
• Região Metropolitana
• Situação do domicílio
• Sexo do emigrante
• Ano de nascimento do emigrante
• Ano da última partida do emigrante
• País de residência em 31 de julho de 2010
• Peso
• Área de ponderação

Variáveis do registro de Mortalidade

• Unidade da Federação
• Município
• Região Geográfica
• Mesorregião
• Microrregião
• Região Metropolitana
• Situação do domicílio
• Mês e ano de falecimento
• Sexo da pessoa falecida
• Idade ao falecer, em anos
• Idade ao falecer, em meses
• Peso
• Área de ponderação


Variáveis do Registro de Pessoas

• Unidade da Federação
• Município
• Região Geográfica
• Mesorregião
• Microrregião
• Região Metropolitana
• Situação do domicílio
• Relação de parentesco ou de convivência com a pessoa responsável pelo domicílio
• Ordem da pessoa
• Sexo
• Variável auxiliar da idade calculada (anos e meses).
• Idade calculada em anos:
• Idade calculada em meses - menores de 1 ano
• Indicadora da forma de declaração da idade
• Cor ou raça
• Registro de nascimento
• Dificuldade permanente de enxergar
• Dificuldade permanente de ouvir
• Dificuldade permanente de caminhar ou subir degraus
• Deficiência mental/intelectual permanente
• Nasceu neste município
• Nasceu nesta Unidade da Federação
• Nacionalidade
• Ano que fixou residência no Brasil
• Unidade da Federação ou país estrangeiro de nascimento
• Unidade da Federação de nascimento
• País estrangeiro de nascimento
• Tempo de moradia na UF
• Tempo de moradia no município
• Unidade da Federação e município ou País estrangeiro de moradia antes de mudar-se para este município
• UF de residência anterior
• Município de residência anterior
• País estrangeiro de residência anterior
• Residência em 31 de julho de 2005
• UF de residência em 31 de julho de 2005
• Município de residência em 31 de julho de 2005
• País estrangeiro de residência em 31 de julho de 2005
• Sabe ler e escrever
• Frequenta escola ou creche
• Curso que frequenta
• Série/ano que frequenta
• Série que frequenta
• Conclusão de outro curso superior de graduação
• Curso mais elevado que frequentou
• Conclusão deste curso
• Espécie do curso mais elevado concluído
• Curso Superior de Graduação
• Curso de Mestrado
• Curso de Doutorado
• Nível de instrução
• Município e Unidade da Federação ou país estrangeiro que frequentava escola ou creche
• Unidade da Federação que frequentava escola ou creche
• Município que frequentava escola ou creche
• País estrangeiro que frequentava escola ou creche
• Vive em companhia de cônjuge ou companheiro(a)
• Número de ordem do cônjuge ou companheiro(a)
• Natureza da união
• Estado civil
• Trabalhou ganhando em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios
• Tinha trabalho remunerado do qual estava temporariamente afastado(a)
• Ajudou sem qualquer pagamento no trabalho remunerado de morador do domicílio
• Trabalhou na plantação, criação de animais ou pesca, somente para alimentação dos moradores do domicílio (Inclusive caça e extração vegetal)
• Quantos trabalhos tinha
• Ocupação
• Atividade
• Nesse trabalho era:
• Quantas pessoas empregava nesse trabalho
• Era contribuinte de Instituto de Previdência Oficial em algum trabalho que tinha na semana de 25 a 31 de julho de 2010
• No trabalho principal, qual era o rendimento bruto (ou retirada) mensal que ganhava habitualmente em julho de 2010
• Valor do rendimento bruto (ou retirada) mensal no trabalho principal
• Rendimento no trabalho principal
• Rendimento no trabalho principal em número de salários mínimos
• Nos demais trabalhos, qual era o rendimento bruto (ou a retirada) mensal que ganhava habitualmente em julho de 2010
• Valor do rendimento bruto (ou retirada) mensal nos demais trabalhos (em reais)
• Rendimento nos demais trabalhos em número de salários mínimos
• Rendimento em todos os trabalhos, em reais
• Rendimentos em todos os trabalhos em números de salários mínimos
• Rendimento mensal total em julho de 2010, em reais
• Rendimento mensal total em julho de 2010, em salários mínimos
• Rendimento domiciliar (domicílio particular) em julho de 2010, em reais
• Rendimento domiciliar (domicílio particular) em julho de 2010, em número de salários mínimos
• Rendimento domiciliar (domicílio particular) per capita em julho de 2010, em reais
• Rendimento domiciliar (domicílio particular) per capita em julho de 2010, em número de salários mínimos
• No trabalho principal, quantas horas trabalhava habitualmente por semana
• No período de 02 a 31 de julho de 2010, tomou alguma providência, de fato, para conseguir trabalho
• Se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumi-lo na semana de 25 a 31 de julho de 2010
• Em julho de 2010, tinha rendimento mensal habitual de aposentadoria ou pensão de instituto de previdência oficial (federal, estadual ou municipal)
• Em julho de 2010, tinha rendimento mensal habitual de Programa Social Bolsa Família ou Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI
• Em julho de 2010 tinha rendimento mensal habitual de outros programas sociais ou de transferências
• Em julho de 2010, tinha rendimento mensal habitual de outras fontes (juros de poupança, aplicações financeiras, aluguel, pensão ou aposentadoria de previdência privada, etc.)
• Em julho de 2010, qual foi o valor total deste(s) rendimento(s)
• Em que município e Unidade da Federação ou país estrangeiro trabalha
• Em que Unidade da Federação trabalhava
• Em que município trabalhava
• Em que país estrangeiro trabalhava
• Retorna do trabalho para casa diariamente
• Qual o tempo habitual gasto de deslocamento de sua casa até o trabalho
• Tem mãe viva
• Número de ordem da mãe da pessoa
• Quantos filhos e filhas nascidos vivos teve até 31 de julho de 2010
• Quantos filhos nascidos vivos até 31 de julho de 2010
• Quantas filhas nascidas vivas teve até 31 de julho de 2010
• Total de filhos nascidos vivos que teve até 31 de julho de 2010
• Dos filhos e filhas que teve, quantos estavam vivos em 31 de julho de 2010
• Dos filhos que teve, quantos estavam vivos em 31 de julho de 2010
• Das filhas que teve, quantas estavam vivas em 31 de julho de 2010
• Total de filhos que teve e que estavam vivos em 31 de julho de 2010
• Qual o sexo do último filho tido nascido vivo até 31 de julho de 2010
• Idade do(a) último(a) filho(a) tido(a) nascido(a) vivo(a) até 31 de julho de 2010
• Existência de filho(a) tido(a) nascido(a) vivo(a) no período de referência de 12 meses anteriores a 31/07/2010
• Este(a) filho(a) estava vivo(a) em 31 de julho de 2010
• Qual foi o mês e o ano que este(a) filho(a) faleceu
• Qual foi o mês que este(a) filho(a) faleceu
• Qual foi o ano que este(a) filho(a) faleceu
• Quantos filhos e filhas nascidos mortos teve até 31 de julho de 2010
• Quantos filhos nascidos mortos até 31 de julho de 2010
• Quantas filhas nascidas mortas até 31 de julho de 2010
• Quantos filhos e filhas nascidos mortos teve até 31 de julho de 2010
• Total de filhos tidos nascidos vivos e nascidos mortos
• Assinale quem prestou as informações desta pessoa
• Número de ordem do informante (outro morador)
• Condição de atividade na semana de 25 a 31 de julho de 2010
• Condição de ocupação na semana de 25 a 31 de julho de 2010
• Situação de ocupação na semana de 25 a 31 de julho de 2010
• Posição na ocupação e categoria do emprego no trabalho principal da semana de 25 a 31 de julho de 2010
• Subgrupo e categoria do emprego no trabalho principal da semana de 25 a 31 de julho de 2010.
• Peso
• Área de ponderação
• Tipo de unidade doméstica
• Ordem lógica na família
• Número de Pessoas na Família
• Rendimento familiar per capita em julho de 2010
• Rendimento familiar per capita em nº de salários mínimos em julho de 2010
• Tipo de composição familiar das famílias únicas e conviventes principais
• Tipo de composição familiar das famílias conviventes secundárias

Notas Sobre Ocorrencia(as) no Processo:

https://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/metodologia/default_metodologia.shtm

Para obter informações mais detalhadas consulte o link acima.

Nível de Divulgação:

Os resultados do Censo Demográfico foram divulgados para o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Mesorregiões e Microrregiões, Municípios, Distritos, Subdistritos, Bairros, setores censitários (resultados do Universo) e áreas de ponderação (arquivos de microdados da amostra).

Formas de Disseminação:

Publicação Digital (on line);Publicação impressa com CD-ROM;Microdados no Portal do IBGE

Notas Sobre Coleta de Dados:

Além de recensear todos os moradores nos domicílios particulares ocupados e nos domicílios coletivos, o Censo 2010 fez o cadastro ou a listagem de todas as unidades domiciliares – domicílios fechados, vagos ou de uso ocasional –, bem como dos estabelecimentos – agropecuários, de ensino, de saúde, de outras finalidades – que compunham cada setor. As informações constantes dos mapas de setor e a descrição de seus limites também foram objeto de atualização.
Para dar suporte a todo o trabalho operacional de coleta do Censo 2010, foram criados os postos de coleta, unidades de trabalho transitórias, estabelecidas em cada município, distrito, bairro ou localidade. O posto de coleta constituiu-se na unidade mais descentralizada da estrutura censitária, onde se reunia a equipe encarregada da coleta de dados, em uma determinada área.
Os postos de coleta foram instalados, preferencialmente, em regiões servidas por estruturas de transporte e comunicação que atendessem a padrões de segurança pessoal e patrimonial, bem como aos aspectos ligados ao sigilo da operação censitária. Deviam ter área compatível para abrigar as equipes e guardar todo o material – técnico, promocional, administrativo, de escritório e limpeza –- necessário ao seu funcionamento.

Todas essas unidades, em número de cerca de 7 000 postos de coleta, eram informatizadas e dispunham de equipamentos de informática e linha telefônica para operação do Sistema de Indicadores Gerenciais da Coleta - SIGC e do Sistema de Administração de Pessoal Censitário
- SAPC. Também serviam de base para um Coordenador de Subárea e, preferencialmente, contavam com pessoal de apoio administrativo. A estrutura de pessoal de cada posto de coleta foi composta por um Agente Censitário Municipal - ACM, Agentes Censitários Supervisores - ACS e Recenseadores.
A transmissão dos dados poderia ser feita por rede própria de Internet, no caso de 6 803 postos. No entanto, alguns tiveram problemas de transmissão, e outros poucos não dispunham de rede própria (somente 28 postos). Nessas situações, eventualmente
foi necessário lançar mão de um plano de contingência e utilizar a rede de transmissão do posto mais próximo. Durante a coleta, 1 633 postos usaram a contingência para a transmissão dos dados nas situações em que o uso desse recurso foi necessário.
Foi estabelecida uma estrutura de cargos de gerenciamento e operação dos trabalhos da coleta, que funcionou em cada Unidade Estadual - representação do IBGE em cada Unidade da Federação, responsável pela condução de todos os trabalhos da Instituição.
O trabalho de coordenação foi fundamental para garantir a qualidade das informações e o cumprimento de prazos, integrando as tarefas das áreas técnicas e administrativas, de tal forma que os procedimentos servissem, efetivamente, de suporte ao desenvolvimento do trabalho.
Cada Unidade Estadual tinha um Coordenador Operacional que atuou como elo entre as coordenações censitárias e os chefes das Unidades Estaduais - UEs e como facilitador da operação censitária no estado, além de gerenciar toda a logística da operação censitária e acompanhar a produtividade e o cumprimento do cronograma.

Base Legal:

Leis e Decretos Federais relacionados, direta ou indiretamente, com a operação censitária.
• Decreto-Lei nº 969, de 21 de dezembro de 1938 - dispõe sobre os Recenseamentos Gerais do Brasil.
• Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968 - dispõe sobre a obrigatoriedade da prestação de informações estatísticas e dá outras providências. Essa lei foi modificada pela Lei nº 5.878, de 11 de maio de 1973, regulamentada pelo Decreto nº 73.177, de 20 de novembro de 1973.
• Lei nº 5.878, de 11 de maio de 1973 - dispõe sobre a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e dá outras providências. Seu Artigo 2º define:
“constitui objetivo básico do IBGE assegurar informações e estudos de natureza estatística, geográfica, cartográfica e demográfica necessárias ao conhecimento da realidade física, econômica e social do País, visando especialmente ao planejamento econômico e social e à segurança nacional”. O inciso I do seu Artigo 3º estabelece que, para a consecução desse objetivo básico, a Instituição atuará, principalmente, na área das estatísticas primárias (contínuas e censitárias).
• Decreto nº 73.177, de 20 de novembro de 1973 - regulamenta a Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968, modificada pela Lei nº 5.878, de 11 de maio de 1973,que dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações ao Plano Nacional de Estatísticas Básicas e ao Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas.
Esse decreto estabelece quem está obrigado a prestar as informações solicitadas pelo IBGE e o caráter sigiloso que resguarda as informações prestadas.
• O Decreto nº 74.084, de 20 de maio de 1974 - aprova o Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas, assegurando em seu Artigo 8º, o sigilo das informações previstas no plano e, em seu Artigo 9º, prevendo a divulgação de informações e dados, bem como sua entrega ao público através de anuários, relatórios, sinopses e publicações especializadas.
• Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989 - dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social e dá outras providências. Seu Artigo 2º, inciso III, item d, trata da reserva de mercado de trabalho, em favor das pessoas portadoras de deficiência, nas entidades da Administração Pública e do setor privado.
• Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 - dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, aqui ressaltando quanto aos deveres do servidor, no que diz respeito ao zelo no trabalho, à lealdade à Instituição, à atenção e cuidado às normas vigentes e ao atendimento ao público em geral e ao cumprimento das ordens superiores.
• Lei nº 8.184, de 10 de maio de 1991 - dispõe sobre a periodicidade dos censos demográficos e dos censos econômicos e dá outras providências. Seu Artigo 1º determina: “A periodicidade dos Censos Demográficos e dos Censos Econômicos, realizados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, será fixada por ato do Poder Executivo, não podendo exceder a dez anos a dos Censos Demográficos e a cinco anos a dos Censos Econômicos”. A autorização do Poder Executivo para a realização do Censo 2010 deu-se pela inclusão do Projeto Censo Demográfico 2010 no Plano Plurianual 2008-2011 do Governo Federal, a partir de proposta apresentada pelo IBGE ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
• Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 - regulamenta o Artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal, instituindo normas para licitações e contratos da Administração Pública e dando outras providências.
• Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, com as alterações introduzidas pelas Leis n.º 9.849/99, nº 10.667/03, n° 10.973/04, nº 11.123/05, nº 10.204/05 e nº 11.784/08 - dispõe sobre a contratação de pessoal por tempo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do Artigo 37 da Constituição Federal, e dá outras providências. O item III de seu Artigo 2º trata das contratações para “a realização de recenseamentos e outras pesquisas de natureza estatística efetuadas pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE”.
• Decreto nº 2.424, de 17 de dezembro de 1997 - autoriza excepcionalmente a contratação temporária de recursos humanos para os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, que especifica, entre eles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
• Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999 - regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, e dispõe sobre a política nacional para a integração da pessoa portadora de deficiência. Seus dispositivos foram aplicados na contratação de pessoal temporário, implicando reserva de vagas para pessoas portadoras de deficiência física nos processos seletivos.
• Decreto nº 4.740, de 13 de junho de 2003 - aprova novo Estatuto e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e dá outras providências. Estabelece em seu Artigo 28: “As atividades censitárias serão custeadas por dotações específicas consignadas ao IBGE no Orçamento da União, conforme disposto no Art. 15 da Lei nº 5.878, de 11 de maio de 1973”.

Direitos Autorais:

IBGE

Confidencialidade:

A Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968, dispõe sobre a obrigatoriedade de prestação de informações estatísticas e assegura o caráter sigiloso das informações prestadas ao IBGE.
O texto do Artigo 1º estabelece que toda pessoa natural ou jurídica de direito público ou de direito privado que esteja sob a jurisdição da lei brasileira é obrigada a prestar as informações solicitadas pelo IBGE, visando à execução do Plano Nacional de Estatística (Decreto-Lei nº 161, de 13 de fevereiro de 1967, Art. 2º, § 2º).

Além disso, o Parágrafo Único desta mesma Lei oferece garantias de que as informações prestadas terão caráter sigiloso e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos.
O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país, quando são investigadas as características de toda a população e dos domicílios do território nacional. É uma operação que envolve uma quantidade grande de pessoas em seu planejamento e execução e onde é necessário estabelecer não só controle de operação e treinamento de todos os agentes envolvidos, como também de conscientização sobre a importância da questão do sigilo das informações individuais coletadas durante a operação de campo e durante todo o processo de apuração, análise e divulgação de resultados.
Os procedimentos relacionados com o sigilo das informações individuais coletadas no Censo Demográfico 2010 estão descritos a seguir. Para tanto, foram considerados os instrumentos de coleta - que compreendem os manuais de instrução e os questionários-, os procedimentos de segurança adotados para transmissão e armazenamento dos dados, bem como as diversas formas de divulgação de resultados. Os anexos contidos no DVD que acompanha a publicação complementam a descrição com os modelos de termos de compromisso, do termo de responsabilidade usado na contratação de pessoal temporário e um resumo da legislação relacionada com o sigilo das informações.

Definição dos Fatores de Expansão:

Áreas de ponderação

Define-se área de ponderação como sendo uma unidade geográfica, formada por um agrupamento de setores censitários, para a aplicação dos procedimentos de calibração das estimativas com as informações conhecidas para a população como um todo.

Foram definidas, para todo o Brasil, 10 184 áreas de ponderação e, tal como nos Censos Demográficos anteriores, a metodologia de expansão da amostra foi aplicada independentemente para cada uma delas.

O tamanho dessas áreas, em termos de número de domicílios e de população, não pode ser muito reduzido, sob pena de perda de precisão de suas estimativas. As áreas de ponderação foram definidas considerando essa condição e, também, os níveis geográficos mais detalhados da base operacional, como forma de atender a demandas por informações em níveis geográficos menores que os municípios.

Para o Censo Demográfico 2010, foram usados métodos e sistemas automáticos de formação de áreas de ponderação que conjugam critérios tais como: tamanho (para permitir estimativas com qualidade estatística em áreas pequenas), contiguidade (no sentido de serem constituídas por conjuntos de setores limítrofes com algum sentido geográfico) e homogeneidade em relação a um conjunto de características populacionais e de infraestrutura conhecidas.

As áreas de ponderação foram criadas considerando os seguintes critérios:

1. O maior nível geográfico utilizado é o município; isto significa que uma área de ponderação é composta por setores censitários dentro de um único município, podendo ser o próprio município;

2. O menor tamanho de uma área de ponderação não municipal é de 400 domicílios particulares ocupados na amostra;

3. Em alguns municípios as áreas de ponderação foram definidas considerando suas divisões administrativas (distritos), sempre respeitando o critério de tamanho mínimo;

4. Para um conjunto de municípios grandes em termos de população, foi feita uma consulta aos órgãos de planejamento municipal para que as áreas de ponderação fossem definidas em conjunto. Nesses municípios também foram considerados os critérios de tamanho mínimo e de contiguidade do conjunto de setores para a definição das áreas de ponderação. Ao todo 133 com população superior a 190 000 habitantes foram consultados. Desses, 118 municípios definiram as suas áreas de ponderação e 15 não responderam à consulta ou tiveram problemas na definição das áreas; e

5. Os 15 municípios acima que não definiram suas próprias áreas de ponderação e os demais municípios que não se enquadram nas situações de 1 a 4 tiveram suas áreas de ponderação definidas automaticamente, usando uma metodologia de agregação de setores implementada por meio de um sistema computacional que faz uso de informações georreferenciadas especialmente desenvolvido; essa metodologia considera os critérios de tamanho mínimo, vizinhança entre os setores e a homogeneidade dos setores em relação a um conjunto de características conhecidas para o universo no nível dos setores. As variáveis de homogeneidade utilizadas foram: proporção de domicílios particulares permanentes do tipo casa, ligados a rede geral de água, ligados a rede geral de esgoto ou pluvial, com mais de um banheiro; proporção de domicílios particulares permanentes ou improvisados com apenas um morador; número médio de moradores por domicílio particular permanente; proporção de domicílios com lixo coletado por serviço de limpeza ou colocado em caçamba do serviço de limpeza; número médio de moradores por banheiro em domicílios particulares permanentes onde existia ao menos um banheiro; proporção de pessoas com 0 a 4 anos de idade, com 65 ou mais anos de idade, com 15 ou mais anos de idade que sabem ler e escrever; rendimento médio dos responsáveis dos domicílios; e total de domicílios.

O volume metodológico do Censo 2010 conta com DVD encartado no qual são disponibilizados os arquivos "Áreas de ponderação por UF e município" e “Lista das áreas de ponderação”.
No arquivo "Áreas de ponderação por UF e município" apresenta-se a relação dos 1 041 municípios que tiveram mais de uma área de ponderação definidas e os demais 4 524 municípios que tiveram apenas uma área de ponderação. No arquivo “Lista das áreas de ponderação” é apresentada uma planilha com uma linha por área de ponderação, onde estão listados o tipo da área, o nome da área, o número de setores, o número de domicílios e pessoas no universo, o número de domicílios e pessoas na amostra.

Estimação Erro da Amostragem:

As conclusões de uma pesquisa por amostra devem ser apoiadas nas estimativas produzidas. Essas, por sua vez, embutem um erro amostral que deve situar-se dentro de um nível de confiança fixado para a tomada de decisão. Assim, a avaliação dos erros amostrais é um ponto fundamental, pois dele decorre o grau de confiança nas conclusões analíticas que subsidiam a tomada de decisão. Para cada estimativa derivada da pesquisa é possível obter uma medida de precisão que auxilia na análise e interpretação dos dados resultantes da pesquisa.

Os erros amostrais podem ser avaliados através das estimativas dos coeficientes de variação (CV) ou dos erros-padrão calculados a partir das estimativas das variâncias.

Na prática, um intervalo de confiança de 95%, por exemplo, significa que, em cada 100 amostras selecionadas, com o mesmo desenho, espera-se que 95 produzirão estimativas cujo intervalo de confiança conterá o valor verdadeiro da população e que em apenas 5 amostras este valor estará fora do intervalo de confiança.
Naturalmente, quanto maior o nível de confiança, maior será a amplitude do intervalo de confiança. A decisão sobre o nível de confiança decorre do grau de precisão que o usuário necessita em seu trabalho analítico.

Outras Informações Sobre o Processamento:

Os procedimentos adotados na apuração dos conjuntos Universo e Amostra do Censo Demográfico 2010, com o objetivo de registrar especificamente as estratégias adotadas na etapa de codificação, da crítica e imputação e da tabulação dos dados, assim como
algumas estatísticas do processo de apuração referentes aos conjuntos de dados, facilitando seu entendimento e servindo de subsídio ao planejamento do próximo Censo Demográfico.
A etapa de apuração dos censos até o Censo Demográfico 2000 abrangia a recepção e o empastamento dos questionários aplicados na coleta, a transcrição dos dados através de digitação ou leitura por scanner, a codificação parcial dos quesitos que admitiam respostas “abertas”, as criticas de incompatibilidades e a tabulação dos resultados. Com a introdução de novas tecnologias na coleta do Censo Demográfico 2010, substituiu-se o questionário em papel pelo computador de mão, em entrevistas presenciais, e pelo questionário via Internet.

A apuração e a divulgação do Censo Demográfico 2010 foi feita através de dois conjuntos de dados, a saber:

Conjunto Universo - formado pela junção dos registros de todos os domicílios investigados pelo questionário básico e, também, pelo questionário da amostra, considerando apenas as variáveis comuns aos dois tipos de questionário. Os dados que compreendem as características dos domicílios e das pessoas que foram investigadas para a totalidade da população são denominados, por convenção, resultados do universo.

Conjunto Amostra - formado pelas informações investigadas através do questionário da amostra. Para efeito de apuração, as etapas referentes a codificação e a critica e imputação dos dados foram organizadas em lotes de apuração, constituídos, separadamente, pelas informações do universo e da amostra.

Outras Informações Sobre Avaliação dos Dados:

Desde o Censo Demográfico 1970, o IBGE vem realizando pesquisa de avaliação da cobertura da coleta dos dados censitários. Considerando o compromisso com a transparência em relação à qualidade das estatísticas produzidas pelo Instituto e a necessidade de fornecer subsídios para o programa de estimativas de população, a Pesquisa de Avaliação da Cobertura da Coleta do Censo - PA 2010 - foi parte integrante também do Projeto Censo 2010.
Como nos levantamentos anteriores, a quinta edição da pesquisa teve a finalidade de fornecer subsídios para avaliar a cobertura da coleta dos dados censitários.
A pesquisa foi realizada em uma amostra de setores censitários de cada uma das 27 Unidades da Federação, e os dados coletados foram comparados com aqueles obtidos pelo Censo Demográfico 2010 nas mesmas áreas.
Para garantir a comparabilidade dos dados de ambas as pesquisas, Censo 2010 e PA 2010, e ainda a independência entre as duas coletas, fundamental para a aplicação dos métodos de estimação escolhidos, os seguintes aspectos essenciais foram considerados:
• Conceitos e definições: utilização de mesma redação das perguntas, bem como dos mesmos conceitos e definições utilizados no Censo 2010;
• Condições operacionais: disponibilidade de equipamentos, veículos e recursos financeiros adicionais sob as mesmas regras aplicadas para a coleta do Censo 2010;
• Recursos tecnológicos: coleta dos dados da PA 2010 realizada com o uso de computador de mão, aplicativo de coleta com mesmo desenho e sequência das perguntas, além do uso dos mesmos sistemas desenvolvidos para o Censo 2010 para a transmissão e o acompanhamento da coleta da PA; e
• Independência entre o Censo 2010 e PA 2010: Coordenação Nacional da PA 2010 diretamente ligada ao gabinete da Diretoria de Pesquisas, e Coordenações Estaduais ligadas diretamente aos Chefes das Unidades Estaduais.
Além disso, a identificação de cada setor censitário selecionado para a amostra da Pesquisa de Avaliação foi mantida sob sigilo até o término da coleta e revisão dos dados do Censo no setor.

Requerimento de Citação:

IBGE, Censo Demográfico 2010. Rio de Janeiro

Texto Sobre a Versão:

Versão 2.1: dados editados, para distribuição pública.

Versão do Documento:

Versão 1.0 - março de 2015.


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