Ação em parceria dos órgãos de alcance nacional produtores de registros administrativos, pesquisas sociais e censos. Tem por objetivo o fortalecimento e aprimoramento das informações estatísticas oficiais.


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Operação Estatística: Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária
Sigla: AMS2009
Instituições Responsáveis: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Coordenação de População e Indicadores Sociais - Responsável pela Coleta de Dados;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Coordenação de População e Indicadores Sociais - Investigador Primário;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Diretoria de Pesquisas - Coordenação de População e Indicadores Sociais - Produtor de Metadados
Categoria da Divulgação: Estrutural
Tipo da Operação Estatística: Pesquisa de estabelecimentos de saúde
Situação da Operação Estatística: Corrente
Periodicidade da Coleta: Eventual
Início da Operação Estatística: 1948
Ocorrência(s): 1999, 2002, 2005, 2009
Unidade(s) de Investigação: Estabelecimento
Unidade(s) de Análise: Estabelecimento
Técnica de Coleta: CASI - Questionário eletrônico autopreenchido;PAPI - Entrevista pessoal com questionário em papel
Tipo dos Dados: Dados de Censo

Temas e Subtemas:

Saúde

Histórico:

As estatísticas relativas à saúde começaram a ser realizadas em todo o Território Nacional com periodicidade anual, a partir de 1931, pelo antigo Serviço de Estatística da Educação e Saúde, que fazia parte do Sistema Estatístico Nacional.
Em 1947, a coleta passou a ser atribuição das Inspetorias Regionais de Estatísticas Municipais e a apuração dos Departamentos Estaduais de Estatística. Em outubro deste mesmo ano, novos questionários foram elaborados para a inclusão dos inquéritos relativos à assistência a enfermos nas Campanhas Estatísticas.
Em 1948, a Secretaria Geral do IBGE passou a desempenhar a função de órgão coordenador das fases de elaboração da estatística até o âmbito regional e de coletor geral dos resultados da estatística, em âmbito nacional. O Serviço de Estatística da Educação e Saúde somente sistematizava os resultados finais. Nesse período, os questionários sofreram profundas alterações e passaram a ser denominados Assistência Hospitalar, Para-Hospitalar e Serviços Oficiais de Saúde Pública. Os questionários Assistência Hospitalar e Para-Hospitalar destinavam-se apenas aos estabelecimentos oficiais e particulares (com exceção dos consultórios e clínicas privadas), civis e militares, como os hospitais, sanatórios, casas de saúde, dispensários e maternidades. O questionário Serviços Oficiais de Saúde Pública destinava-se aos Centros de Saúde, Postos de Higiene, Postos de Saúde e Postos de Profilaxia, entre outros.
Até 1974, os instrumentos de coleta não sofreram modificações significativas, ainda que as áreas de Saúde e Educação tivessem sido separadas em dois Ministérios.
Em 1975, o IBGE assumiu a responsabilidade pelo planejamento, coleta, apuração, sistematização e divulgação dos resultados da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária - AMS. O primeiro volume divulgado pela instituição referiu-se às estatísticas de 1976.
Entre 1976 e 1984, poucas modificações foram feitas nos questionários, com o objetivo de aprimorar os temas investigados.
Em 1985, apesar de uma profunda reformulação na pesquisa, a periodicidade anual e algumas variáveis que vinham sendo levantadas foram mantidas com vistas à preservação da série histórica.
Em 1986 e 1987, a pesquisa AMS manteve-se inalterada.
Em 1988, os questionários Dados Gerais e Folha de Atualização Cadastral foram unificados em um único questionário, que permitiu a atualização dos dados cadastrais e o levantamento de importantes variáveis para a construção de indicadores de saúde, tais como: número de consultas médicas e odontológicas, atendimentos elementares, movimento geral dos estabelecimentos com internação, número de nascidos vivos e com baixo peso ao nascer nos estabelecimentos de saúde.
Nos anos de 1989 e 1990, as pesquisas mantiveram-se sem alterações.
Em 1991, houve uma interrupção na pesquisa AMS.
Em 1992, a pesquisa foi reformulada para adequar-se aos dados do modelo proposto pelo Sistema Único de Cadastramento de Estabelecimentos de Saúde. Novas variáveis, como internações por aborto e suas complicações, número de partos naturais e cesáreos e recursos humanos nos estabelecimentos de saúde, foram pesquisadas.
Entre os anos de 1993 e 1998, a pesquisa AMS foi novamente interrompida.
Em 1999, a pesquisa foi a campo sem uma classificação prévia dos tipos de estabelecimentos de saúde, como: posto de saúde, centro de saúde, unidade mista, clínica, etc. Este procedimento técnico teve como objetivo levantar as características das instalações, equipamentos, procedimentos, serviços prestados e outras informações que pudessem descrever e classificar os estabelecimentos de saúde de acordo com o nível de complexidade expresso nos dados levantados. Desse modo, permite-se uma classificação das unidades de saúde do País, levando-se em conta uma realidade atualizada de sua capacidade instalada em saúde. Esta pesquisa contemplou também um maior elenco de temáticas e variáveis na área de assistência médico-sanitária.
Em 2002, foram incluídos na pesquisa os estabelecimentos de saúde classificados quanto às terceirizações existentes, o Questionário Simplificado para os estabelecimentos com menor complexidade e os Laboratórios de Análises Clínicas, que fizessem apenas análises de bioquímica e/ou bacteriologia. Os bens e serviços, como equipamentos, leitos e serviços de alta complexidade, antes só pesquisados quanto à existência ou não dos mesmos nos estabelecimentos, foram investigados quanto à sua disponibilidade ao Sistema Único de Saúde - SUS. A partir deste ano a pesquisa foi coletada também por questionário eletrônico disponibilizado aos informantes por meio de disquetes.
Em 2005, com o objetivo de melhor identificar a oferta de serviços, foram desmembrados do bloco Internação as unidades cirúrgicas, as UTI/CTI e incluída a unidade de Terapia Renal Substitutiva. Foram, também, investigados o acesso a pacientes com deficiência, gerência de risco, controle de infecção hospitalar, o acesso à Internet e a disponibilidade de sanitários para pacientes. O atendimento de Urgência/Emergência foi desmembrado em Urgência/Pronto atendimento e Emergência/Risco de vida.
Em 2009 houve nova transformação tecnológica da qual resultou a coleta de dados por meio de formulários eletrônicos disponibilizados aos estabelecimentos de saúde pela Web.

Objetivo:

O objetivo da AMS é conhecer e dimensionar a infraestrutura dos serviços de assistência médico-sanitária e, fornecer subsídios para o planejamento das ações de saúde, por meio das características e da distribuição espacial dos estabelecimentos de saúde. Outro importante objetivo é subsidiar o planejamento de demandas regionais voltadas ao investimento público no setor, notadamente em relação à organização municipalizada da gestão dos recursos.

População Alvo:

A Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária abrange todos os estabelecimentos de saúde existentes no País que prestam assistência à saúde individual ou coletiva, com um mínimo de técnica apropriada, segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, para atendimento rotineiro à população, quer sejam eles públicos ou privados, com ou sem fins lucrativos, em regime ambulatorial ou de internação, incluindo os estabelecimentos que realizam exclusivamente serviços de apoio à diagnose e terapia e controle regular de zoonoses, tais como:

Postos de Saúde;
Centros de Saúde;
Clínicas ou Postos de Assistência Médica;
Prontos-socorros;
Unidades Mistas;
Hospitais (inclusive os de corporações militares);
Unidades de Complementação Diagnóstica e/ou Terapêutica;
Clínicas Odontológicas;
Clínicas Radiológicas;
Clínicas de Reabilitação; e
Laboratório de Análises Clínicas.

Abrangência Geográfica:

Nacional

Metodologia:

A Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária é uma pesquisa censitária, realizada através de entrevista, que abrange todos os estabelecimentos de saúde existentes no País que prestam assistência à saúde individual ou coletiva, com um mínimo de técnica apropriada, segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. São estabelecimentos de atendimento rotineiro à população, públicos ou privados, com ou sem fins lucrativos, em regime ambulatorial ou de internação, incluindo os estabelecimentos que realizam serviços de apoio à diagnose e terapia, além dos de controle regular de zoonoses.
As informações dos estabelecimentos são coletadas em três modelos de questionários: Ambulatorial / Hospitalar, Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia ou Simplificado, de acordo com o tipo de complexidade dos serviços oferecidos.
A entrada de dados é descentralizada e apurada sob a responsabilidade de cada uma das vinte e sete unidades estaduais do IBGE.
Os sistemas informatizados de entrada e crítica dos dados utilizados, são aplicativos desenvolvidos em DELPHI e o gerenciador de banco de dados ORACLE.
Os resultados são compilados e divulgados até o nível de município sob a forma de tabelas, gráficos. Apresentam uma análise detalhada dos resultados e alguns indicadores de cobertura de serviços, leitos, equipamentos e recursos humanos e a série histórica da pesquisa.
A AMS utiliza como referência os parâmetros internacionais para a cobertura de leitos e internações por habitantes. Os resultados podem ser comparáveis com os dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIS/SUS) e o Sistema de Internação Hospitalar (AIH/SIS), do DATASUS/MS e com o Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde.
Um dos aspectos que contribui para a qualidade dos dados produzidos pela pesquisa é a utilização das bases de comparação com pesquisas similares de outros países, dado que o IBGE participa do esforço empreendido pela ONU em melhorar o grau de comparação das informações oficiais produzidas pelos países membros.
A edição de 2009 da AMS incluiu um questionário sobre dados financeiros aplicado a uma amostra probabilística de estabelecimentos privados de saúde.

Principais Variáveis:

- caracterização do estabelecimento.
- identificação mantenedora.
- prestação de serviço a planos de saúde
- instalação física.
- utilização da capacidade instalada.
- produção de serviços por espécie de atendimento.
- nascidos vivos e óbitos hospitalares.
- número de leitos.
- contratos e convênios.
- terceirização de serviços.
- recursos humanos.
- equipamentos.
- serviço de diagnose e terapia.

Nível de Divulgação:

Dados divulgados para Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Regiões Metropolitanas e Municípios.

Formas de Disseminação:

CD-ROM com microdados;Publicação Digital (on line);Publicação impressa com CD-ROM


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